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Se vocês acessarem nossa home page, verão algumas novidades. Além da republicação de um artigo antigo, falamos sobre os próximos eventos em que a Gnosis participará, incluindo o novíssimo curso sobre Arquitetura Corporativa.

Também falamos sobre a nova versão (7.5) do Enterprise Architect da Sparx.

Boa leitura!

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No post anterior, é possível que você tenha reparado neste ícone:

by-nc-sa-20

Dependendo da curiosidade, você pode também ter percebido que o ícone está associado a este link:

http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.5/br/

De que se trata?

Trata-se de algo muito interessante.

Suponha que você tenha criado alguma coisa: um livro, um artigo, uma pintura, fotografia, música, vídeo, qualquer coisa. Suponha também que você quer dar a maior visibilidade possível à sua obra e não pretende explorá-la comercialmente. Ao criar a obra, você adquiriu automaticamente o copyright sobre ela. Qualquer pessoa que quiser usar sua obra tem que obter sua autorização expressa.

Ora, muita gente acha, nesses tempos de open source, que o copyright é restritivo demais. Vou dar um exemplo concreto e pessoal. Tenho vários de meus artigos publicados aqui no site. Ao final de cada artigo, eu sempre inclui uma frase tal como “Todos os direitos reservados. Este artigo pode ser reproduzido desde que citada a fonte (…)” etc. Muita gente faz isso há um bom tempo. Meus artigos estão reproduzidos em alguns sites sem que eu tenha sido consultado. Ótimo! Não quero ter que aprovar por escrito toda vez que alguém citar um artigo meu.

O Creative Commons nasceu para dar validade jurídica a este tipo de compartilhamento. Em vez de “Todos os direitos reservados”, temos “Alguns direitos reservados”, de acordo com a legislação de Direitos Autorais dos países para os quais a licença já foi adaptada. Isso facilicclogolargeta muito a divulgação do trabalho de qualquer um de nós que não seja mundialmente famoso.

Mais um exemplo concreto, agora sobre alguém que não usa licenças Creative Commons.

Eu quis adicionar ao post anterior uma imagem de Escher. Fui ao site e descobri que não há modo legal de eu ilustrar um post usando uma imagem dele, pois tenho que contar toda a história de minha vida para talvez conseguir obter uma licença por escrito:

Copyright

International Copyright laws protect all of the work of M.C. Escher. Any reproduction of his work, including downloading, is prohibited without the express written permission of the copyright holder. Requests for reproduction should be directed to Cordon Art’s copyright department.

If you want to use any of the work of M.C. Escher as illustration in a book, magazine, an advertisement campaign, brochure, or on the Internet,

you may fill in this form

or send your request to our copyright department at copyright@mcescher.com with as much background information as possible. (…)

Resultado? Muito menos gente conhecendo o fantástico trabalho de Escher. Ou, ao contrário, a republicação sem licença em milhares do locais na internet (veja no Google images).

Para que proibir, se não é possível controlar? Quem é que vai atrás de cada blog ou site que já publicou umas dessas fotos?

Seria muito mais inteligente se os detentores dos direitos sobre a obra de Escher liberassem, para fins específicos, um conjunto de fotos de trabalhos de Escher, usando para isso uma licença Creative Commons.

Saiba mais sobre o assunto no site do Creative Commons e na página em português.

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Cifrão vermelho

by Leo Reynolds

Fomos obrigados a mudar de provedor e começar tudo de novo. Tenho o backup das mensagens e comentários anteriores do blog e, aos poucos, pretendo reincluí-las aqui.

Por enquanto, resta-nos “reinaugurar” este blog. Gostaria de fazê-lo de forma grandiloquente, com alguma grande consideração filosófica etc., mas o fato é que é algo bastante prosaico que me motivou a escrever este primeiro post neste novo ambiente.

Como vocês sabem, dou aulas de “Cultura e Poder em Projetos” na pós-graduação do Senac-SP em Gerenciamento de Projetos. Sempre gosto de atualizar meus exemplos em sala de aula com situações reais. Pois bem, acabo de ser “presenteado” com um novo e excelente exemplo.

by-nc-sa-20

Como todos sabem, faz parte da Cultura Organizacional da Microsoft aproveitar-se de seu virtual monopólio para forçar seus clientes a comprarem o que não querem e/ou não precisam. Eis aqui um exemplo concreto.

Possuo legalmente o Office XP 2003. Fui obrigado a comprar um novo notebook (o anterior morreu de “falência múltipla dos órgãos”), no qual vieram instalados o Windows Vista e uma versão de teste de 60 dias do Office 2007 Home & Student. Pois bem, resolvi testar o Office 2007 (em termos de MS, sou muito conservador… só testo os produtos deles uns 3 anos depois de lançados).

Problema: o Office 2007 H&S não inclui o Outlook. No problem, a gente reinstala o Outlook 2003 LEGALMENTE COMPRADO. Bom, aí a gente quer, naturalmente, usar o Word 2007 como editor do Outlook. É possível? Bem, infelizmente não…

Então vejamos. Tenho um software (o Outlook 2003) em que uma das principais vantagens é poder escrever mensagens usando toda a funcionalidade do Word. Se eu quiser adquirir a nova versão do Office, ela não funcionará com meu Outlook, a menos que eu compre uma versão do Office que inclua o  Outlook (2007), que custa umas cinco vezes mais que a versão H&S que me foi dada para testar.

Qualquer pessoa que tenha experimentado ser desenvolvedor ao menos um dia em sua vida sabe que não existe NENHUM impedimento técnico que impeça ou dificulte usar o Word 2007 como editor do Outlook 2003. Ou seja, evidentemente, há algum “if” no código do Word 2007 que o impede de ser o editor do Outlook 2003. Por que? Ora, evidentemente para me obrigar a comprar uma versão do Office 2007 que inclua o Outlook 2007.

Ou seja, o MS me dá as seguintes opções:

  1. Aceitar os problemas de compatibilidade derivados de ter duas versões do Office instaladas ao mesmo tempo
  2. Abrir mão de uma funcionalidade pela qual já paguei
  3. Optar pela pirataria, obtendo o Office 2007 completo (com o Outlook 2007) por R$ 5,00 sem limitação nenhuma

Agora me digam, a MS é contra ou a favor da pirataria?

O que isso tem a ver com Cultura Organizacional? Tudo!

A Cultura Organizacional da MS se manifesta cristalinamente nesta situação. Alguém lá dentro decidiu que um comprador do Office 2007 H&S não teria mais direito à funcionalidade pela qual já pagou no Office 2003, a menos que comprasse versões mais caras do software. Certamente esta decisão não foi tomada nem por Bill Gates nem por Steve Ballmer.

Cultura Organizacional é isso: “Aquilo que acontece quanto não tem ninguém olhando”…

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